terça-feira, 25 de julho de 2017

Os problemas da urbanização desordenada e ocupações irregulares na Cota 200 - Pré estudo - A cota de um bairro

É evidente que, tudo se transforma pela ação do homem. Sendo assim, é impossível termos um mundo habitado sem que sofra alterações diversas. Essas alterações envolvem, principalmente, um processo acelerado de transformações, as quais surgiram durante a Revolução Industrial e dos avanços da tecnologia.

As cidades, nos dias de hoje, estão, cada vez mais, aglomeradas. Esse crescimento populacional está aliado à falta de uma política habitacional e não acompanhado por um planejamento. Em cidades não preparadas, por exemplo, gera um grande “inchaço” de pessoas. E, tudo isso, é resultado de construções precárias e de uma intensa pobreza urbana e ocupação do solo, em áreas, naturalmente, de riscos à habitação humana que, é agravado, sobretudo, pela constante retirada de mata.

A retirada da mata ou de florestas ameaça a presença da população nas infraestruturas precárias (favelas e cortiços) com riscos de deslizamentos e surgimentos de doenças e epidemias causadas pela falta de higiene e serviços sanitários; esse é o cenário da maioria dos países subdesenvolvidos, nas zonas urbanas, incluindo a Cota 200.

O bairro Cota 200, em Cubatão, apresenta o seguinte problema: ocupações irregulares em área de preservação ambiental, a Mata Atlântica. Essas ocupações irregulares fazem com que as pessoas, nos dias de chuvas, possam perder suas casas e, até mesmo, as suas vidas com as fortes enchentes e deslizamentos. Sendo assim, o governo teve uma licença para retirar as pessoas que estavam ocupando área de riscos e de preservação ambiental.

Mas, discutir essa questão apenas pelo lado das “carências sociais” seria desconectar a realidade, além de desconhecer os danos irreversíveis ao ambiente e à sociedade.

Há décadas, esse problema não é encarado devidamente. Apesar da Cota 200 estar recebendo apoio de todos os núcleos de desenvolvimento local do Programa de Recuperação da Serra do Mar, ainda existem e persistem problemas relacionados à qualidade de vida e à poluição dos ecossistemas.


Do que adianta aplicarmos um projeto de revitalização, com reutilização da água, reciclagem de materiais, melhoria de aparência, encanamento de esgoto e aplicação de energias renováveis se, o nosso governo, com a sua licença, retira as pessoas de área de riscos e destrói suas casas, sem prometer, depois, nenhuma em troca?  Acreditamos, sim, na luta pela preservação, mas não em cima de uma absoluta extinção de história. 

Não veem que, na maioria, eram pessoas que possuiam um  passado e moravam no bairro há 30/40 anos? De lá, elas não tem para onde irem. Apenas, imagine você morando na Cota desde a construção da Anchieta e, um belo dia, o governo chega e te diz a seguinte frase: “Você terá que desocupar a sua casa”. Você, aí, que está lendo, concordaria e, simplesmente, sairia, deixando tudo que construi para trás? 

Nós, grupo, não! É a nossa historia, nossa casa, temos o direito, ué... Então, foi por causa de opiniões como nossas, que foram realizadas reuniões. Tudo foi feito com muita cautela, consciência e paciência, para assim, os moradores entenderem o quanto é/foi importante eles se retirarem de lá; uma área de preservação ambiental.

Isso, de fato, é uma questão muito complicada, pois, retirar as pessoas de sua atual permanência deveria ser um intuito de preservar a Mata Atlântica e, também, de proteger a vida das pessoas que estão lá. Só que, esse tipo de proteção, vai muito além do que imaginamos. Essas pessoas estão precisando de uma proteção de verdade. Um tipo de proteção com que, ao invés, de retirarmos ela do bairro e deixarmo-las em situações muito piores, morando na rua sem absolutamente nada, devemos dar abrigo, lar e proteção.

Em geral, sobre esse crescimento de urbanização desordenada que não é facilmente equacionada pelo Estado, demonstra uma urgente necessidade de conscientização da sociedade como um todo e, principalmente, dos órgãos públicos responsáveis pela gestão e fiscalização do uso do dinheiro público. Afinal, não há como saber quais serão os reais danos e impactos ambientais causados ao meio ambiente e, o que é pior, não existe nenhuma política de planejamento ou ação social em evidência, buscando tonar “menos tenso” esse risco de impacto negativo.

A correção de erros cometidos no passado pelo não planejamento é uma tarefa difícil e de longo prazo, mas deve ser o primeiro objetivo do Estado, independentemente do partido que esteja no poder. Para isso, é necessário que haja integração entre as dimensões econômicas e sociais na criação de novas estratégias, tendo, como principal, um melhor planejamento das cidades; a busca pela melhor qualidade de vida de todos os cidadãos jamais pode ser desprezada.

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Conclusão

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